Durante a nossa vida as pessoas vêm e vão.
Algumas apenas passam, outras passam e ficam guardadas em nossos coraçãos, deixam marcas profundas e sentimentos bonitos.
Essa música e para todos que passaram pela minha vida e deixaram sua marca...
"Vida louca vida, vida breve Já que eu não posso te levar Quero que você me leve Vida louca vida, vida imensa Ninguém vai nos perdoar Nosso crime não compensa" Cazuza
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Ivan Lins - Vieste
sábado, 23 de janeiro de 2010
***Ausência***
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
*Menina*

Não chores minha menina,
Não derrame suas lágrimas
Pela tristeza das escolhas de alguém....
O mundo é egoísta,
Você não é.
Você é um ser iluminado,
Que assume seus riscos e
Procura vencê-los diariamente.
Não se fez de fraca diante dos obstáculos,
Venceu seus medos e receios mais profundos,
E teve a doce ilusão de que todos seriam como você...
Ah minha menina... A ilusão,
quando assume a realidade dói,
faz sofrer, mas também ensina.
Você ainda vai chorar muito,
Vai se decepcionar muito
Mas vai sobreviver
Só os fortes sobrevivem...
E você é forte,
Você é brava,
Você é a minha heroína, minha menina!
Vanessa
Para alguém muito especial, que anda sofrendo e chorando demais...
Não se esqueça que esta mãe desnaturada te ama muito...
* Fênix - Jorge Vercilo *

Eu,
prisioneiro meu
descobri no breu
uma constelação
Céus,
conheci os céus
pelos olhos seus
Véu de contemplação
Deus,
condenado eu fui
a forjar o amor
no aço do rancor
e a transpor as leis
mesquinhas dos mortais
Vou
entre a redenção
e o esplendor
de por você viver
Sim,
quis sair de mim
esquecer quem sou
e respirar por ti
e assim transpor as leis
mesquinhas dos mortais
Agoniza virgem Fênix
(O amor)
entre cinzas, arco-íris e esplendor
por viver às juras de satisfazer
o ego mortal
Coisa pequenina,
centelha divina,
renasceu das cinzas
Onde foi ruína
pássaro ferido
hoje é paraíso
Luz da minha vida,
pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas
Quando o frio vem
nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
a luz da escuridão
e a dor revela a mais
esplêndida emoção
O amor
sábado, 9 de janeiro de 2010
*** realidade ***

"... a realidade não é apenas o que o olho vê e não somente o que o ouvido escuta e o que a mão pode tocar, mas também o que se esconde do olho e do toque dos dedos e se revela às vezes, só por um momento, para quem procura com os olhos do espírito e para quem sabe ficar atento e ouvir com os ouvidos da alma e tocar com os dedos do pensamento."
Amós Oz
Extraído da obra "De repente, nas profundezas do bosque"
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
*Ausência*
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Moraes
*Começo a conhecer-me. Não existo.*
Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa)
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa)
sábado, 2 de janeiro de 2010
* Será que vale a pena fazer resoluções para o ano novo? *

Pessoalmente eu respondo que não. Não vale a pena fazer resoluções para o ano que se inicia.
Ao refleir sobre as minhas certezas ao final de 2008 e o que aconteceu no decorrer de 2009 eu diria que quase nada do que eu planejei ou queira para 2009 aconteceu.
Não que isso tenha sido ruim. Não, pelo contrário, foi muito bom. Tomei rumos diferentes, rumos novos.
Se alguém me perguntasse dia 1º de janeiro de 2009 se eu viveria o que eu vivi, eu responderia com absoluta certeza que não.
Vivi experiências diferentes, rumos novos, conheci pessoas novas que arejaram minhas idéias, me fizeram ver o mundo com outros olhos.
Não posso negar também que vivenciei coisas que me desagradaram, mas isso faz parte da nossa vida. A felicidade absoluta não existe e devemos aprender, por mais difícil que seja, com as tristezas e com as pedras no caminho.
Ao fazer um balanço de tudo posso dizer que planejar algo para o ano novo, fazer resoluções que mudarão a vida não fazem muito sentido. Devemos ter metas, objetivos claros, mas que isso deverá ser seguido a risca não.
Ter em mente o que se quer, lutar para isso e estar aberto a novas experiências é muito melhor que seguir receitas pré-estabelecidas para viver um novo ano.
Como eu disse no post anterior, nada melhor que viver ao sabor do vento, mas tendo os pés no chão, sabendo onde quer chegar e como chegar.
Feliz 2010!!!
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