Eu não sei na verdade quem eu sou
já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito?
criando conceito pra tudo que restou
Meninas são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso
E o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Perguntar
Da onde veio a vida
por onde entrei.
Deve haver uma saída
e tudo fica sustentado
Pela fé
Na verdade ninguém
Sabe o que é
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
com água e farinha colo figurinha e foto em documento
Escola! É onde a gente aprende palavrão...
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou
Perceber que a cada minuto
tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
tem gente rezando no escuro, tem gente sentindo ausência
Meninas são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Mas eu não sei na verdade quem eu sou...
http://www.vagalume.com.br/o-teatro-magico/eu-nao-sei-na-verdade-quem-eu-sou.html#ixzz1A7ajysJK
* Anjo Desatinado *
"Vida louca vida, vida breve Já que eu não posso te levar Quero que você me leve Vida louca vida, vida imensa Ninguém vai nos perdoar Nosso crime não compensa" Cazuza
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
domingo, 5 de setembro de 2010
*** Busca ***
Tento escrever o que está dentro de mim, mas é tudo em vão.
Não sei expressar os sentimentos, apenas sinto-os.
Mas esse sentir é tão meu, tão profundamente meu que nada faz com que os outros possam vê-los.
Meus sentimentos, tão meus, tão loucamente meus, são tolos, bobos, infantis.
Sei o que sinto, mas sei como dizê-lo.
Sei porque sei e ponto.
Quanto mais procuro entender o que há dentro de mim, mais me perco, mais me "desentendo", mas confusa fico.
E nesse me perder procuro encontrar no outro meu equilíbrio.
Procuro refúgios, aconchegos, amores...
Sei que nada disso virá, que essa busca é só minha, intimamente minha.
Mas buscar o quê?
Quem eu sou?
Quem eu posso ser?
Quem eu serei?
Não, essas respostas ninguém tem, nem nunca terá.
Sou o meu presente, o meu agora, o meu eu com todas as confusões e desatinos tão próprios de mim.
Entender-me? Deixo isso para os loucos. Pois só os loucos podem explicar o que a razão jamais explicaria...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
** Apenas mais uma de amor - Lulu Santos **

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Sub-entendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Eu Acho isso tão bonito
de ser abstrato,baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
* Água Viva *

"E eis que depois de uma tarde de "quem sou eu" e de acordar à uma hora da madrugada ainda em desespero - eis que às três horas da madrugada acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação. Simplesmente eu sou eu. E você é você. É vasto, vai durar.
O que te escrevo é um "isto". Não vai parar: continua.
Olha para mim e me ama. Não: tu olhas para ti e te amas. É o que está certo. O que te escrevo continua e estou enfeitiçada."
O que te escrevo é um "isto". Não vai parar: continua.
Olha para mim e me ama. Não: tu olhas para ti e te amas. É o que está certo. O que te escrevo continua e estou enfeitiçada."
Clarice Lispector.
sábado, 10 de julho de 2010
*** Somewhere over the rainbow ***
Somewhere over the rainbow
Way up high
There's a land that I heard of
Once in a lullaby
Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true
Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me
Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?
Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me
Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?
If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?
sexta-feira, 9 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Solidão...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Sentimentalismos baratos...
Caminhava pela rua deserta, absorta em seus pensamentos. O som do salto na calçada molhada entremeava os tolos e românticos pensamentos. Como poderia ser tão ingênua e tolamente romântica?
Tinha ido àquela festa para tentar se distrair, tirar aquele ente mágico, aquele ser insensível, bruto e ausente do seu pensamento. Aceitara o convite de uma amiga com a promessa que não terminaria a noite só e teria uma carona para sua casa. No fim das contas, acabou sem as duas coisas. A única companhia que lhe apareceu não satisfazia sua inteligência, seu bom papo, além de não ter nenhum traço de beleza, que seria compensado facilmente por um bom papo, e além de tudo isso, a imagem daquele homem que tanto a maltratava com sua ausência não lhe saía da cabeça; e sua amiga, bem, sua amiga...
Sempre fora muito mais desenvolta que ela, tinha grande facilidade de contornar todas as situações sociais e apesar de ser realmente bela, tinha um charme e uma conversa irresistível a qualquer homem. Nunca ficava sem companhia. Já ela... A única coisa que tinha para oferecer era uma conversa envolvente, falava sobre vários assuntos com desenvoltura e era dona de um par de olhos castanhos que falavam mais que qualquer palavra proferida pela sua boca. Isso, no entanto, não eram atrativos suficientes para atrair qualquer pessoa na noite, as pessoas buscam a beleza exterior e ela só podia oferecer a beleza interior. Por isso, sempre, ou quase sempre, terminava a noite só, com o frio da solidão percorrendo suas veias.
Durante o percurso sentiu passos que acompanhavam os seus. Passos masculinos, fortes, brutos, que seguiam as batidas dos seus saltos. O frio do medo percorreu sua espinha e esse medo era tanto que não tinha coragem de olhar para trás.
Apertou o passo, as batidas do salto se intensificaram como se pisando com força no chão pudesse demonstrar segurança e afugentar o medo. Os passos masculinos também se intensificaram, no mesmo ritmo e se aproximavam cada vez mais.
Ela apertou com força a pequena bolsa contra o peito e pensou em correr, mas no momento em que se preparava para fugir daquela rua escura, sombria e fria, uma mão forte segura com firmeza sua braço, detendo-a e paralizando-a de medo. Pensou em gritar por socorro, mas o medo era tamanho que sua voz não saia. A outra mão máscula, temendo pelo grito tapou-lhe a boca e disse com uma voz firme para não se mover nem gritar que nada de mal lhe aconteceria.
A voz. Ah aquela voz... Reconheceria aquela voz mesmo que a cidade inteira gritasse em uníssono.
Agora o choque era duplo, o medo ainda percorria sua espinha e o susto de ouvir aquela voz tão familiar, mas ao mesmo tempo tão distante também a paralizava. A voz simplesmente disse para seguir caminhando até a próxima esquina sem olhar para trás. Na esquina ela deveria virar a direita e aguardar novas instruções. Ela seguia as instruções e a mão ainda segurava o seu braço, conduzindo-a até o local indicado.
Ela havia reconhecido a voz, mas não conseguia ver o rosto, não conseguia que estava coberto por uma máscara negra e vestido de uma maneira completamente diferente do que estava acostumada a vê-lo. Ele, sempre despojado, detestava roupas sociais, sempre com calças jeans e camiseta, naquele momento, vestia-se como um mágico, que havia se aproximado para enfeitiçar ainda mais seu coração em desalinho. Vestia uma calça preta, com corte impecável e uma capa, daquelas vistas somente em filmes.
Após virarem a esquina, ele a apertou contra o muro e roubou um beijo de sua boca. Aquele beijo confirmou todas as desconfianças dela. Era ele. Ele e somente ele tinha aquele beijo...
Surpresa, ela se entregou àquele momento e tão subitamente como começou, também terminou. Ele virara as costas e se preparava para partir. Ela segurou seu braço e puxou-o para colarem seus corpos novamente e repetir aquele beijo. Antes, porém, ela arrancou a máscara que cobria seu rosto e revelou aquele rosto com o qual tantas vezes sonhara, com o qual ansiara viver o que estava vivendo. Ela que tanto esperou por aquele beijo, finalmente o havia recebido.
Beijaram-se novamente, ardentemente, por longos minutos. Ambos entregaram-se a volúpia daqueles momentos que ficariam eternizados em suas memórias. Entregaram-se um ao outro como nunca havia acontecido. Ela o amava às escondidas e puramente. Ele, ninguém sabia quais eram seus sentimentos, mas, ali, naquele momento, ela também a amava.
Terminado o beijo e sem dizer nenhuma palavra, os dois seguiram cada um o seu caminho, separados, mas felizes e com a certeza que aquele momento já estava imortalizado e que o amanhã, seria apenas o primeiro dia do resto de suas vidas...
Tinha ido àquela festa para tentar se distrair, tirar aquele ente mágico, aquele ser insensível, bruto e ausente do seu pensamento. Aceitara o convite de uma amiga com a promessa que não terminaria a noite só e teria uma carona para sua casa. No fim das contas, acabou sem as duas coisas. A única companhia que lhe apareceu não satisfazia sua inteligência, seu bom papo, além de não ter nenhum traço de beleza, que seria compensado facilmente por um bom papo, e além de tudo isso, a imagem daquele homem que tanto a maltratava com sua ausência não lhe saía da cabeça; e sua amiga, bem, sua amiga...
Sempre fora muito mais desenvolta que ela, tinha grande facilidade de contornar todas as situações sociais e apesar de ser realmente bela, tinha um charme e uma conversa irresistível a qualquer homem. Nunca ficava sem companhia. Já ela... A única coisa que tinha para oferecer era uma conversa envolvente, falava sobre vários assuntos com desenvoltura e era dona de um par de olhos castanhos que falavam mais que qualquer palavra proferida pela sua boca. Isso, no entanto, não eram atrativos suficientes para atrair qualquer pessoa na noite, as pessoas buscam a beleza exterior e ela só podia oferecer a beleza interior. Por isso, sempre, ou quase sempre, terminava a noite só, com o frio da solidão percorrendo suas veias.
Durante o percurso sentiu passos que acompanhavam os seus. Passos masculinos, fortes, brutos, que seguiam as batidas dos seus saltos. O frio do medo percorreu sua espinha e esse medo era tanto que não tinha coragem de olhar para trás.
Apertou o passo, as batidas do salto se intensificaram como se pisando com força no chão pudesse demonstrar segurança e afugentar o medo. Os passos masculinos também se intensificaram, no mesmo ritmo e se aproximavam cada vez mais.
Ela apertou com força a pequena bolsa contra o peito e pensou em correr, mas no momento em que se preparava para fugir daquela rua escura, sombria e fria, uma mão forte segura com firmeza sua braço, detendo-a e paralizando-a de medo. Pensou em gritar por socorro, mas o medo era tamanho que sua voz não saia. A outra mão máscula, temendo pelo grito tapou-lhe a boca e disse com uma voz firme para não se mover nem gritar que nada de mal lhe aconteceria.
A voz. Ah aquela voz... Reconheceria aquela voz mesmo que a cidade inteira gritasse em uníssono.
Agora o choque era duplo, o medo ainda percorria sua espinha e o susto de ouvir aquela voz tão familiar, mas ao mesmo tempo tão distante também a paralizava. A voz simplesmente disse para seguir caminhando até a próxima esquina sem olhar para trás. Na esquina ela deveria virar a direita e aguardar novas instruções. Ela seguia as instruções e a mão ainda segurava o seu braço, conduzindo-a até o local indicado.
Ela havia reconhecido a voz, mas não conseguia ver o rosto, não conseguia que estava coberto por uma máscara negra e vestido de uma maneira completamente diferente do que estava acostumada a vê-lo. Ele, sempre despojado, detestava roupas sociais, sempre com calças jeans e camiseta, naquele momento, vestia-se como um mágico, que havia se aproximado para enfeitiçar ainda mais seu coração em desalinho. Vestia uma calça preta, com corte impecável e uma capa, daquelas vistas somente em filmes.
Após virarem a esquina, ele a apertou contra o muro e roubou um beijo de sua boca. Aquele beijo confirmou todas as desconfianças dela. Era ele. Ele e somente ele tinha aquele beijo...
Surpresa, ela se entregou àquele momento e tão subitamente como começou, também terminou. Ele virara as costas e se preparava para partir. Ela segurou seu braço e puxou-o para colarem seus corpos novamente e repetir aquele beijo. Antes, porém, ela arrancou a máscara que cobria seu rosto e revelou aquele rosto com o qual tantas vezes sonhara, com o qual ansiara viver o que estava vivendo. Ela que tanto esperou por aquele beijo, finalmente o havia recebido.
Beijaram-se novamente, ardentemente, por longos minutos. Ambos entregaram-se a volúpia daqueles momentos que ficariam eternizados em suas memórias. Entregaram-se um ao outro como nunca havia acontecido. Ela o amava às escondidas e puramente. Ele, ninguém sabia quais eram seus sentimentos, mas, ali, naquele momento, ela também a amava.
Terminado o beijo e sem dizer nenhuma palavra, os dois seguiram cada um o seu caminho, separados, mas felizes e com a certeza que aquele momento já estava imortalizado e que o amanhã, seria apenas o primeiro dia do resto de suas vidas...
Vanessa
sábado, 5 de junho de 2010
Metal Contra As Nuvens - Legião Urbana
Não sou escravo de ninguém
Ninguém é senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais
Eu sou metal
Raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal
Eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal
Sabe-me o sopro do dragão
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra
Tem a lua, tem estrelas
E sempre terá
Quase acreditei na tua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo.
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão
É a verdade o que assombra
O descaso que condena
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos
Eu sou metal - raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal: eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal: me sabe o sopro do dragão
Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então
Tudo passa
Tudo passará
E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora, ahh!
Apenas começamos.
(Renato Russo)
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